Nos últimos anos tem havido um crescente interesse pela utilização do jogo de xadrez em contextos escolares, interesse este que na maioria das vezes se baseia na premissa que o estudo e a prática sistemática do xadrez podem auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno, mais especificamente nas questões ligadas ao raciocínio lógico. Para exemplificar este interesse pedagógico no xadrez, vale a pena destacar três projetos em andamento no Brasil: um de âmbito municipal, outro estadual e outro federal.
Em Curitiba, a Secretaria Municipal da Educação possui, desde a década de 90, um programa de ensino de xadrez nas escolas que atende 90 das 168 escolas públicas municipais, proporcionando a prática do xadrez para 27.815 alunos*.
No Paraná, a Secretaria de Estado da Educação mantém um projeto desde 1980 que atinge aproximadamente 300.000 crianças de 5a a 8a séries de 1.200 escolas**.
Em 2003, o Governo Federal, por intermédio dos Ministérios do Esporte e da Educação e em parceria com os Governos Estaduais, levou a experiência desenvolvida no Paraná para 4 capitais (Recife/PE, Belo Horizonte/MG, Campo Grande/MS, Teresina/PI) implantando um projeto piloto de xadrez em 39 escolas e buscando estabelecer os parâmetros para um projeto que atendesse todo o país. (BRASIL, 2004). Em 2006, o projeto atingiu aproximadamente 400.000 alunos de 1.250 escolas em 25 estados, ficando de fora apenas São Paulo e Brasília***.
*Informação fornecida pela então coordenadora do programa professora Fabíola
Martins Dacol.
**Informação fornecida pela professora Maria Inez Damasceno, então
coordenadora do projeto.
***Informação fornecida pelo Grande Mestre Internacional de xadrez Jaime Sunye,
coordenador nacional do projeto.




